Crianças com tablets

Estudo aponta as vantagem e desvantagens do uso de tablets e celulares por crianças

Enquanto a tecnologia ganha cada vez mais importância da tecnologia na vida dos estudantes, em todo o mundo, o uso dessa tecnologia na sala de aula ainda gera debates entre educadores e acadêmicos das mais diversas tendências.
A transformação dos investimentos em tecnologia em ideias que de fato signifiquem a efetiva melhoria no desempenho e aprendizado dos alunos foi um dos temas discutidos em São Paulo, em um recente seminário recente da Fundação Santillana e da Unesco (a agência da ONU para educação e cultura).
Longe de um consenso sobre o assunto, muitos estudos ainda não encontraram correlações diretas entre uso da tecnologia e melhor aprendizado. Observadores, no entanto, acreditam que se internet, tablets, computadores, aplicativos e outras plataformas forem usadas para estimular a imaginação dos alunos e amparar o trabalho do professor, com objetivos claros, podem ter impactos positivos não apenas nas notas, mas no desenvolvimento de habilidades e no engajamento dos estudantes.
“O uso bem-sucedido da tecnologia sempre vai acompanhado de reformas em outros aspectos – como currículo (escolar), avaliação e desenvolvimento profissional dos docentes”, diz o documento final do encontro em São Paulo, publicado pela agência britânica de notícias BBC.
“Uma das imagens mais caricaturescas difundidas da tecnologia na educação representa um computador que substitui o docente, oferecendo automaticamente a informação aos estudantes. Mas isso tem levado a resultados pobres, particularmente quando a ênfase dos currículos já não está apenas nos conhecimentos, mas também nas competências”, diz o documento da Unesco.
– Em vez de pensar ‘temos esta tecnologia e este aplicativo, como podemos usá-lo para a educação’, o ideal é refletir ao contrário: perguntar aos docentes que tipo de problemas e dificuldades eles enfrentam e pensar em como a tecnologia pode ajudá-los – disse Francesc Pedró, representante da Unesco para educação, à BBC.
Planejamento
O uso da tecnologia será mais eficaz se for não aleatório, mas planejado, com objetivos claros de qual impacto pode ter no ensino. Em estudo de julho deste ano sobre eficiência da tecnologia na educação, o Banco Interamericano de Desenvolvimento sugere quatro itens:
1) Focar em objetivos de aprendizado específicos, que podem ser em áreas básicas, como matemática e idiomas, ou em habilidades, como pensamento crítico e colaboração;
2) Coordenar componentes-chave: infraestrutura tecnológica, conteúdo e recursos humanos;
3) Desenvolver uma estratégia de avaliação e monitoramento do projeto, com as etapas a serem cumpridas e o impacto que ele pretende gerar;
4) Garantir que a iniciativa não seja isolada, mas parte de um plano sustentável ao longo do tempo na escola ou na rede de ensino.

Fonte: Correio do Brasil